segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Posicionamento filosófico da morte


O gigante espiritual da antiguidade grega Aristóteles, discípulo de Platão, propôs explicar a mente como um atributo da forma do corpo humano. Hiliomorfismo. Exemplificando, o cão e o gato possuíram mentes diferentes devido às diferenças morfológicas de seus organismos. Do mesmo modo, uma mesa difere de uma cadeira exclusivamente devido às diferenças formais existentes entre as suas partes constituintes. Assim, para o filósofo grego, a alma é um subproduto da anatomia do corpo.
O notável psicólogo John Dewey propôs uma interpretação materialista extremada, o Funcionalismo, alegando que não há necessidade da suposição de ter o homem uma mente, como coisa, mas simplesmente funções mentais, para a interpretação correta do comportamento humano. A teoria psicanalítica de Freud tem uma postura paradoxal materialista, por posturas dualistas tais como: conversão, projecção, transferência, deslocamento, etc.
Conforme salientou Progroff, os terapeutas têm olhos e ouvidos de ouvir, costumam observar fenómenos que não são temporais nem espaciais. William James disse que se houver poderes superiores aptos a impressionar-nos, eles só poderão obter acesso pela porta sublimal. A morte e o seu posicionamento filosófico enquadram o conceito de revisão histórica do fenómeno religioso. Ela é um fenómeno, mas também um acto, mostrando que, esse acto, pode ser estudado e observado e até explicado. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário